terça-feira, 20 de maio de 2014

Fascite Plantar, um mal a ser evitado!

Jorge Iran, educador físico da Enjoy Running
A fascite plantar é uma inflamação muito comum em corredores, que causa dor e rigidez na sola do pé. Jorge Iran, educador físico, com larga experiência na orientação de treino de corrida e vivência em provas, explica a fascite, suas causas e como evitar.

Também chamada de fasceíte, problema surge por conta de uma inflamação gerada pela tensão e sobrecarga da área por excesso de uso.
Para quem pratica corrida de rua, os pés podem ser focos de lesões devido à natureza da atividade física. E um dos problemas mais comuns nessa parte do corpo é a fascite plantar. Ela é sentida através de uma fisgada na planta do pé, que aparece porque a área tem uma curvatura natural e precisa se acomodar ao solo. Ou seja, essa tensão acaba sobrecarregando suas estruturas. O excesso de uso pode gerar inflamação, dor e rigidez na região.
As principais causas são:
- Alterações na formação do arco dos pés.
- Pisada errada.

- Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna. 

- Esforço excessivo da sola do pé.
Ainda bem que pode ser evitada com medidas simples:
- Correr em terrenos macios.
- Fortalecimento muscular.

- Alongar sempre antes e depois de correr. 

- Reduzir o peso, caso esteja inadequado.
- Palmilhas com acolchoamento do calcanhar para minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a absorção do impacto. 

E o tratamento não é nada complicado, mas a intervenção deve ser rápida para não causar estragos. Inicialmente, a forma de se tratar a lesão é sempre conservadora, sendo feita com antiinflamatórios e analgésicos. Também é importante fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles (tendão da perna posterior). 

Yeah! Yeah! Até a próxima!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Géis de carboidratos na corrida

Os géis são de grande valia na corrida para repor as energias. Ainda são práticos de serem carregados e ingeridos. Podem ser usados quando a  corrida exceder 1 hora para manter a glicemia (o açúcar no sangue), evitar que você não conclua a corrida por falta de energia e preservar a massa muscular.

Para melhor absorção do carboidrato, tome água para que a concentração dele seja de 6 a 10% (no máximo). Por exemplo, se o gel tem 20 gramas de carboidratos, a quantidade mínima de água deve ser de 200 mL, caso contrário, você pode ter dores intestinais durante a prova ou treino.

Como deve ser a escolha? Opte por aqueles que sejam fáceis de carregar, que tenham corantes naturais e que tenham uma concentração de carboidrato em torno de 20g. Alguns são suplementados com cafeína, taurina, potássio, maior quantidade de sódio, além de minerais e vitaminas,  podendo ser utilizados em corridas de longa duração para minimizar os efeitos dos radicais livres produzidos, bem como repor a perda de eletrólitos pelo suor. Alguns também contém aminoácidos que servem como fonte de energia.










quinta-feira, 10 de abril de 2014

Óleo de coco é benéfico?

Todo mundo fala da gordura do coco: será que ela é boa mesmo. Estudos mostram que o óleo de coco aumenta a lipólise, diminui a oxidação do LDL (perigoso quando muito alto), diminui a concentração de gordura no sangue. Todavia, o virgem tem mais polifenóis, ácido caféico, ácido ferúlico, catequinas, vitamina E, beta caroteno, comparado ao copra.






No esporte parece ser mais rapidamente oxidado.
Pode ser utilizado na cocção, mas seu óleo não pode ser aproveitado pois forma hidrocarboneto aromáticos, que são cancerígenos.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Enchendo o estoque de energia: gordura e maratona

Vamos continuar falando sobre as fontes de energia para a corrida, hoje sobre os triglicérides, que é a gordura, que tem uma grande capacidade e estoque, benéfico para corredores de ultramaratona que não podem armazenar quantidades suficientes de glicogênio para estes eventos. 
Apesar do seu grande conteúdo de energia não pode ser utilizado pelos músculos de maneira rápida e suficiente para atender a demanda de potência necessária para manter o ritmo normal da maratona (80 a 85% do VO2 máximo). Sabem por quê? O grande problema é que não é solúvel em água, retardando a sua utilização. Ainda para piorar, depende de proteína para ser transportada e assim, mais um tempo para ser captada no músculo.




Quais são as principais gorduras da nossa alimentação?

  • Gordura (ácido graxo) saturada: apresenta uma única ligação entre os carbonos da molécula. Presente na carnes, principalmente na gordura aparente, nos leite e derivados integrais, nas frituras, que são prejudiciais pois tem grande capacidade de entupimento de vasos e artérias. Porém nem toda gordura saturada é ruim, como o ácido láurico (presente na manteiga) e o TCM (presente no coco).
  • Gordura monoinsaturada: apresenta uma única dupla ligação. Encontramos o ácido oléico no abacate, no azeite de oliva. O problema é o ácido graxo trans utilizado muito na indústria para aumentar a viscosidade da gordura, para dar estabilidade à oxidação e reduzir o tempo de cozimento.
  • Gordura polinsaturada: apresenta duas ou mais ligações entre os carbonos. As que tem  dupla ligação nos carbonos 3 e 6 são obtidas pela alimentação apenas. O ômega 3 é encontrado principalmente nos peixes marinhos e o ômega 6 em alguns óleos vegetais.
  • Esteróis, como o colesterol: importante para formar os ácidos biliares, hormônios esteróides e vitamina D. As plantas são isentas de colesterol, porém contém fitoesteróis, com o β-sitosterol (presente no abacate), o campesterol (abacate, nozes, pimenta, ovo, feijões) e o estigmasterol (verduras, legumes e frutas), que inibem a absorção do colesterol na região intestinal.
Parece um papo chato, este lance de gordura, mas ela é imprescindível. Logo não dá para viver de dieta zero de gordura, pois teríamos dificuldade de absorver algumas vitaminas, fazer a membrana da célula, hormônios, dentre outras funções. O desafio é equilibrar as gorduras acima citadas.

Espero que agora não tenham tanto medo da gordura, mas saibam dosar todas elas.

Um abraço!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Enchendo os estoques de energia na corrida - glicogênio

O substrato energético para o armazenamento deve apresentar a seguintes características:

  • uma alta energia química de forma que possa ser armazenada sem elevar o peso corporal;
  • poder ser rapidamente mobilizado para atender a necessidade da demanda com o exercício;
  • estabilidade química, que não quebre antes do necessário;
  • capacidade de produzir ATP (energia) sem produção de produtos tóxicos
  • Apresentar alto peso molecular ou insolubilidade em água para evitar complicações osmóticas (movimento de água para dentro ou fora da célula, em resposta a mudanças na concentração de materiais dissolvidas nela). Isso é muito comum com a utilização de géis sem a quantidade de água adequada, com sintomas de cólicas e outras alterações gastrointestinais nunca bem vindas durante a corrida.
Como fonte de energia, temos o:

Glicogênio (glicose empacotada): reserva de carboidrato no músculo e no fígado. A maior parte dele vem do amido (pães,  batatas, arroz, cereais e massas em geral). O problema é que ele retém água, uma média de 1g do carboidrato para 4g de água retida.
Apesar de ser importante para evento de meia e longa distância, ainda é insuficiente para provas de maratona. Mesmo fazendo reposição de glicogênio com a alta ingestão de carboidratos antes da corrida, outros substratos de energia são importantes. O fígado com seu estoque de glicogênio, disponibiliza este substrato para manter a glicemia estável e atender a demanda de energia do cérebro que utiliza em média 5g de glicose por hora.




NWSHOLME, E., LEECH, T., DUESTER, G. Corrida: ciência do treinamento e desempenho. Ed. Phorte, 1a ed., São Paulo, 2006.

E como manejar a alimentação?


Dieta rica em carboidratos (CHOs) tem como objetivo aumentar os estoques de glicogênio muscular e hepático, prevenir queda de glicemia; aumentar desempenho e rendimento; prevenir fadiga; reforçar o sistema imunológico e prover substrato energético prontamente disponível para a utilização durante as atividades físicas.
A modulação da utilização de carboidratos antes, durante e após a prática de exercícios é importante para produzir efeitos ergogênicos e melhorar o processo de recuperação.

* Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, 2003

Recomendação *
Alimentos
Diariamente
Para otimizar a recuperação muscular => de 5 a 10g/kg/dia de CHO dependendo do tipo e da duração do exercício físico escolhido e dos objetivos dos indivíduos. (Ex: perda de gordura ou ganho de massa magra).

Antes
Para aumentar disponibilidade de CHO durante o exercício =>200 a 300g de CHO, 3 a 4 horas antes do exercício.

Priorizar CHOs complexos => se for de manhã: pães, cereais, bolos e biscoitos sem recheios e se for no almoço/jantar: massas, arroz, batata, mandioca
Pré-exercício
Para aumentar os níveis iniciais de CHO no período de 1 hora ou menos do exercício.
Refeição pobre em gorduras, proteínas, lactose, fibras, pois podem causar desconforto gástrico durante o exercício. Preferir bebidas energéticas (ex: Maltodextrina), sucos diluídos em água ou frutas frescas ou secas.
Durante
Para manter a glicemia e retardar a fadiga => após 1 hora de exercício contínuo, 30 a 60g/hora de CHO em pequenos intervalos (15 a 20 minutos) e concentrações de 4 -8% do valor total do líquido.
Bebida energética ou isotônica. (500ml do líquido deve conter, aproximadamente, 30g de CHO, ou seja, 6% do valor total).
Depois
Para maior recuperação e reposição total dos estoques depletados => 0,7 a 1,5g/kg de CHO, imediatamente após e nas 4 primeiras horas pós-exercício intenso.
Alimentos com alto índice glicêmico (IG) como pão branco, arroz, batatas cozidas, açúcar e geléias produzem maiores concentrações de glicogênio nas primeiras horas de recuperação quando comparados aos de moderado (massas, refrigerante) e baixo IG (frutas, leite).

segunda-feira, 3 de março de 2014

Equipe

Força do Grupo!

O apoio de uma equipe é fundamental. seja os amigos de uma assessoria (como a Enjoy Running), o grupo do seu trabalho, amigo e familiares.

Sentir que eles desfrutaram com você das suas vitórias e te deram apoio nos momentos difíceis, estimula você sempre a ir em frente.



Próxima Prova

Copa Paulista Paranapiacaba - 22 de março de 2014

A corrida terá os percursos de 12 Km, 5 Km e 9 Km.

http://corridasdemontanha.com.br/site/?page_id=2796&etapa=154