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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Pizza de couve-flor


​A couve-flor é rica em vitamina C, vitamina K, tamina, riboflavina, ácido fólico, vitamina B6, niacina, magnésio, fósforo, além de potássio e manganês. É rica em glicosinolatos, isotiocianatos, kaempferol, ácido ferúlico, ácido cafeico, ácido cinâmico, com propriedades funcionais, agindo na prevenção de câncer, sendo anti inflamatório, anti aging e auxiliando na digestão. Além disso, por substituir a farinha trigo na massa, diminui o índice glicêmico e o mais fantástico, auxilia no emagrecimento! Mas como qualquer preparação, coma com moderação e aproveite ;-)

Ingredientes:

- 1 couve-flor inteira
- 1 ovo
- Pimenta do reino e sal a gosto
- meia xícara de mussarela light ralada para a massa e 200g para polvilhar
- 1 xícara de molho de tomate
- 1 cebola roxa grande em tiras
- 50 gramas de azeitonas
- 2 tomates italianos
- Orégano à gosto

Modo de preparo:

Cozinhe a couve-flor e triture-a no processador. Em uma tigela acrescente ovo, a meia xícara de mussarela, sal e pimenta. Unte a assadeira com azeite de oliva e modele a massa na forma de disco. Coloque no forno pré aquecido e cozinhe a massa de 30 a 45 minutos até a borda dourar. Retire do forno, distribua o molho de tomate pela massa e ornei a  com a mussarela ralada, cebola em tiras grandes, rodelas de tomate, azeitonas e orégano. Leve normalmente ao forno médio por 20 minutos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Nutrição na prevenção do câncer de mama o ano todo!


Câncer de mama é o câncer mais comumente diagnosticada em mulheres no mundo todo. Os fatores dietéticos são responsáveis em torno de 30% pelo desenvolvimento do câncer. A obesidade, a falta de exercício, álcool aumentam o risco de câncer de mama, enquanto verduras, frutas, legumes, grãos e chá verde parecem ter um papel protetor. Além disso, alguns compostos de plantas, os fitoquímicos, podem proteger o dano do DNA e bloquear caminhos carcinogênicos específicos. Eles reduzem a inflamação e a recorrência do câncer:


- pela ação antioxidante;- reduzindo o aumento das células cancerígenas;- bloqueando substâncias inflamatórias (veja post sobre alimentos inflamatórios) e fatores de transcrição envolvidos com a progressão da doença.
Gordura abdominal, hiperglicemia, hipertensão, triglicérides ou baixo HDL (colesterol bom) tem sido associados com aumento do risco de câncer em mulheres na pós menopausa em 2,6 vezes, sendo importante uma intervenção dietética.

Além dos alimentos citados acima, os polifenois (fitoquímicos) como curcumina, presentes no açafrão da terra, e resveratrol, na casca e semente da uva e no vinho (sem exagero, é claro, pois o álcool é pró cancerígeno) tem apresentado efeitos promissores na prevenção do câncer. Outras fontes como o azeite de oliva, que contém oleuropeina, hudroxytyrosol e ácido cafeico, tem sua capacidade antioxidante e efeito na redução do risco de desenvolvimento de câncer. Outro princípio do azeite de oliva, o oleocantal, pode seletivamente matar células cancerígenas da mama e preservar as células intactas. Cuidado com café, que pode apresentar efeitos benéficos, mas maléficos se tomado em grande quantidade. Os fitoquímicos (quercetina, kaempferol, miricetina e isorhametina) presentes no chá, cebola, brócolis e várias frutas, tem ação anti-estrogênica inibem carcinogênese na mama. As isoflavonas tem um papel importante na melhora da evolução clínica dos pacientes com câncer de mama, provavelmente por serem moduladores naturais dos receptores de estrógeno, todavia, os estudos são bem conflitantes, e ainda pode reduzir a eficácia do medicamento Tamoxifeno por competir pelo mesmo receptor.
E como deve ser a alimentação para prevenção do câncer de mama. O modelo da dieta Mediterrânea parece ser uma ótima escolha, pois há uma predominância de azeite de oliva, legumes, grãos integrais, frutas, verduras, nozes, sementes, peixe, além de ser rica em polifenóis.

Se você quer mais informação sobre a prevenção do câncer, pergunte-me, pois terei prazer em te ajudar.


BRAAKHUIS, A.J.; CAMPION, P., BISHOP, K. Reducing Breast Cancer Recurrence: The Role of Dietary Polyphenolics. Nutrients, 8: 547, 2016


 

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Alimentos anti-inflamatórios, quando precisamos deles?


 
Hoje sabemos com muita convicção do papel dos alimentos na prevenção e no tratamento de doenças. Vocês sabiam que alguns alimentos são anti-inflamatórios? Isso porque estão envolvidos na modulação, ou seja, organização e controle, da expressão gênica de citocinas (substâncias liberadas no processo da inflamação), modulação das atividades das células relacionadas a inflamação e atividade de enzimas. Parece difícil, mas podemos dizer, em outras palavras, que certas substâncias nos alimentos podem ativar ou inibir genes associados aos processos inflamatórios. Isso é incrível, não?!
Quando pensamos em inflamação, pensamos na situação de quando nos machucamos e há as reações de calor, rubor, dor e inchaço – mecanismos fisiológicos normais e necessários para aumentar o fluxo de sangue e melhorar a irrigação de células de defesa e de nutrientes para o local. Mas se há falta de nutrientes adequados a imunidade não vai estar muito boa e não há como nutrir o local para rápida recuperação.
E você sabia que uma única sessão de exercício é capaz de provocar reações inflamatórias? Imagina treinos intensos e constantes! Se não há descanso suficiente, a alimentação não está adequada, com queda da imunidade e da capacidade antioxidante, esta inflamação pode ser exacerbar, perdendo o equilíbrio necessário, e aumentar o risco de overtraining e, consequentemente menor recuperação muscular e lesões frequentes. E mais uma vez os alimentos anti-inflamatórios, com uma orientação dirigida no treino, podem fazer toda a diferença na performance do esportista e do atleta.
Percebemos que a inflamação é um processo complexo e amplo e que algumas doenças crônicas, como a obesidade e câncer, mesmo controlados, ela está presente. Para você ter uma ideia: no tecido de gordura são produzidas substâncias inflamatórias, que atrapalham a utilização da própria gordura. Logo, para os obesos, ou mesmo pessoas com acúmulo aparentemente sútil de gordura, por mais que se empenhem em diminuir a quantidade dos alimentos, se faltar os nutrientes certos, como os anti-inflamatórios, podem passar fome, estimularem mais ainda a inflamação e não emagrecerem. Excesso de carne vermelha, gordura saturada, álcool, alimentos com alto índice glicêmico (como doces, carboidratos refinados) e falta de hortaliças e frutas, que são fontes de fotoquímicos, podem colaborarem para o aumento desta inflamação, em conjunto com a condição do ar que respiramos, a qualidade ruim da nossa água, excesso de pesticidas das hortaliças e frutas e, hormônios e antibióticos no leite, na carne e no frango.
Nossa! Parece difícil! Mas diante do mundo em que vivemos como podemos evitar processos inflamatórios exacerbados? Além do controle dos alimentos citados acima, inclua os alimentos abaixo e com certeza você terá um equilíbrio do processo inflamatório:
             Tenha sempre hortaliças e frutas na sua refeição;
             Tenha a hora do chá! Use o chá verde, o de hibisco, o de gengibre, junto com casca de laranja e limão que tem fotoquímicos importantes. Crie o hábito de tomar de 3 a 4 xícaras por dia;
             Frutas vermelhas e roxas são ricas em antocianidinas que além de antioxidantes, tem um papel como anti-inflamatórias. Tenha na sua rotina as frutas vermelhas, como morango, framboesa, amora, goji berry, uva, jabuticaba (não despreze a casca, pois é onde concentra mais fitoquímicos);
             Maça e cebola que são fontes de quercetina, além de antocianidina, procianidina, epicatequina e ácido clorogênico na maça e, luteolina na cebola;
             Utilize ervas naturais nas preparações de alimentos;
             O açafrão da terra, é rico em curcumina, com alto poder antioxidante e anti-inflamatório;
             Castanhas, abacate, também auxiliam no controle do hormônio do estresse e evita processos inflamatórios exacerbados;
             E os alimentos fontes de ômega ou mesmo precursores auxiliam bastante como: a sardinha, o atum, o salmão de água gelada, o arenque, o bacalhau, a linhaça e chia.
Para você por em prática o que falamos, que tal uma deliciosa sobremesa:
 Sagu de chia
 Ingredientes
             5 colheres (sopa) de chia
             2 ½ xícaras de suco de uva natural integral
             Raspa de 1 laranja
             1 pitada de canela em pó
             1 pitada de cravo em pó
             ½ colher (chá) de gengibre ralado
             2 colheres (sopa) de água filtrada
 Modo de Preparo:
 Em uma tigela misture todos os ingredientes e deixe repousar por 1 hora na geladeira.
Rendimento: 4 porções.

Por Patrícia Oliveira